Câncer de mama
Publicado no dia 20 de janeiro de 2005 Temas: Artigos, Saúde da Mulher
O medo de desenvolver um câncer de mama é comum entre as mulheres, principalmente por quem já viveu alguma situação semelhante seja com amigas, conhecidas, ou na própria família. E esta preocupação não é à toa: segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, ocorrem todo ano no mundo mais de um milhão de casos novos da doença, o que faz deste câncer o mais comum entre a população feminina e uma das principais causas de morte, inclusive no Brasil.
Não é possível afirmar quem vai ou não desenvolver um câncer de mama, mas sabe-se que a presença de fatores de risco pode aumentar estas chances. A história familiar, principalmente quando parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) têm a doença, é responsável por 10% do total de casos de cânceres de mama. Apesar de ser relativamente rara antes dos 35 anos, o mesmo não se pode dizer para as mulheres mais velhas. Quanto mais a idade avança, aumentam as chances de desenvolver um câncer de mama, principalmente entre os 50 e 69 anos. Obesidade, fumo, ingestão regular de álcool, primeira menstruação em uma idade precoce, menopausa após os 50 anos, primeira gravidez após os 30 anos ou mulheres que nunca engravidaram também são considerados fatores de risco. É importante lembrar que apesar de raro, o câncer de mama também pode afetar os homens.
E quais são os sintomas? A presença de nódulos ou caroços no seio acompanhado ou não de dores nas mamas, além de gânglios palpáveis nas axilas e alterações na pele podem ser sinais de um câncer já instalado. Neste estágio, a cura da doença pode ser muito mais difícil.
Então o que é possível fazer para se prevenir? Infelizmente, não há nenhum exame ou tratamento específico que possa realmente prevenir o aparecimento deste câncer. O que se faz é o diagnóstico precoce, ou seja, quanto mais cedo se descobre o problema, melhor resposta ao tratamento e maiores as chances de cura.
As duas formas mais eficazes para o diagnóstico precoce do câncer de mama são a realização do exame clínico feito pelo médico/a e a mamografia. O exame clínico das mamas é capaz de detectar lesões superficiais de até um centímetro e deve ser realizado, no mínimo, uma vez ao ano em todas as mulheres acima de 40 anos. Já a mamografia pode detectar lesões tão pequenas (com milímetros!) e que ainda nem se transformaram em câncer, mas podem ter grande potencial para tal. Mulheres entre 50 e 69 anos devem fazer mamografia uma vez ao ano, como exame de rotina. A ultra-sonografia pode estar indicada como exame complementar, principalmente quando existem nódulos. As mulheres com fatores de risco devem ter atenção especial.
O auto exame das mamas - aquele realizado pela própria mulher, uma vez ao mês, 10 dias após a menstruação - apesar de importante e necessário, não deve em nenhuma hipótese substituir o exame realizado pelo/a médico/a. Ou seja, mesmo que a mulher faça seu auto exame mensalmente e não encontre nada, ela deve continuar visitando o/a médico/a regularmente!
E lembre-se: a luta pelo combate ao câncer de mama começa com a nossa própria conscientização. Não deixe de fazer seus exames de rotina. Cuide da sua saúde!

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