Doutora Mariana Maldonado

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Problemas na tireóide

Publicado no dia 21 de janeiro de 2008   Temas: Artigos, Saúde da Mulher

Você já ouviu falar na glândula tireóide? Se você nem sequer sabia da sua existência é melhor ficar alerta: diversas doenças podem alterar seu funcionamento e afetar diretamente a saúde, principalmente nas mulheres.

A tireóide é uma pequena glândula, situada na região do pescoço, medindo aproximadamente 5 cm de comprimento e pesando em torno de 20g. Apesar de pequenina, ela é poderosa: sob o estímulo do TSH (um hormônio produzido pela hipófise, outra glândula “pequena notável”  localizada no sistema nervoso central), a tireóide é a responsável pela produção dos hormônios reguladores do nosso metabolismo - o T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina) - ou seja, é ela que coloca a nossa máquina para funcionar!

As doenças da tireóide são muito comuns, principalmente entre as mulheres e podem provocar alterações no seu funcionamento, levando ao aumento (o hipertireoidismo), a diminuição (hipotireoidismo) ou em alguns casos a destruição e falência total da glândula. A deficiência na ingestão de alimentos riscos em iodo (presente nos peixes, por exemplo), doenças auto-imunes (como a doença de Graves e a de Hashimoto), os nódulos benignos e malignos da tireóide são exemplos de situações que podem afetar esse órgão.

Alguns sintomas podem sugerir a presença de alterações no funcionamento da tireóide: Dificuldades para emagrecer, queda de cabelo, menstruações que atrasam com freqüência com aumento do fluxo e na duração do sangramento, infertilidade, cabelos e pele seca, unhas quebradiças, cansaço e sono excessivos podem ser indicativos do seu mau funcionamento. Por outro lado, a presença de tremores, fraqueza, diarréia, palpitações, ciclos menstruais mais curtos do que o habitual, nervosismo, aumento do apetite com perda de peso, podem ser sinais de que a glândula está funcionando de forma exagerada.

O diagnóstico é bem simples e rápido, feito através da dosagem dos hormônios tireoidianos e do TSH no sangue. Eventualmente, uma ultra-sonografia da glândula pode ser necessária. Devido ao grande número de mulheres que sofrem dessas alterações, está indicada a dosagem anual do TSH no sangue de mulheres acima dos 40 anos, mesmo sem apresentar sintomas.

Uma vez identificado o problema, o tratamento é direcionado para causa. O hipotireoidismo é usualmente tratado com a reposição dos hormônios tireoidianos, às vezes por toda a vida. No hipertireoidismo são usados medicamentos para tentar frear esse funcionamento excessivo.  Eventualmente, a retirada cirúrgica total da glândula ou de seus nódulos, pode estar indicada. Em todos os casos, o acompanhamento médico é fundamental para controle do problema e ajuste das doses hormonais, quando necessário.

Por isso, se você apresentar alguns dos sintomas que mencionei acima procure ajuda do/a seu  médico/a. É sempre melhor prevenir do que remediar!

4 comentários

  • barbara souza disse:

    Oi, gostei das informações sobre tireóide mas ainda quero saber se não existe jeito de tirar os nódulos e não ter que tomar remédio o resto da vida?

  • Dra. Mariana Maldonado disse:

    Oi, Barbara
    Só teria jeito se os nódulos fossem os causadores do problema, o que não acontece em muitos casos. Só mesmo a avaliação do seu médico para saber como proceder, ok?

  • geraldo Inacio disse:

    Tenho tido um pigarro incessante, a sensação de ter algo na garganta, bloqueando a passagem dos alimentos e até de líquidos, além do mais tenho andado muito irritado. Pode ser problemas da tireóide? Desde já agradeço a atenção dispensada.

  • Dra. Mariana Maldonado disse:

    Poder pode, Geraldo, por isso é fundamental que vc consulte um médico o quanto antes e fazer os exames necessários para detectar o problema, ok?

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